10 fundamentos básicos para a transformação digital de um candidato

Nesse post apresentaremos os 10 fundamentos básicos para a transformação digital de um candidato. Faça a diferença! Aprenda a usar a internet na sua campanha.

Introdução

É preciso aceitar, o modelo tradicional de campanha política acabou. Então não existe mais campanha política? Claro que existe, mas agora temos uma PRÉ-CAMPANHA interminável. 

No período de Campanha, os esforços estão todos voltados para o campo de batalha. A Pré-campanha trata dos preparativos: aglutina pessoas, constrói e prepara os armamentos, cuida da tão importante logística necessária a qualquer guerra. É nesse período que se constrói seu exército, não durante a batalha. 

Deixar de observar esse cenário é uma imprudência. O Marketing Digital vem transformando as relações e mudando muitos cenários. Neste pequeno post, procuramos apresentar algumas possibilidades que se desenham para construção de uma imagem vencedora. 

Os 10 fundamentos básicos para a transformação digital funcionam como uma trilha que conduz a uma mudança de mindset (pensamento) tanto para profissionais que atuam com candidatos e políticos, como para os próprios políticos, que precisam ficar cientes de que a transformação só acontece a partir deles. 

Lembre-se, este post mostra fundamentos, elementos rudimentares para construção de uma verdadeira estrada. Agora que já iniciou a leitura, aproveite bem seu conteúdo.

01) O Mundo Mudou!
É notável que houve uma mudança na forma com que as pessoas se relacionam depois do advento da “comunicação digital”. O Mercado mudou, hoje não se fala mais em B2B ou B2C, mas em H2H. 

O Humano para Humano baseia-se no conceito de estreitar relações, aproximar, criar relacionamento real. Alguns autores afirmam que estamos vivendo uma mudança de era.

Passamos de um período pré-histórico e nômade para um modelo agrícola e logo após mudamos para o período industrial, período este que vigorou durante muitos anos e praticamente forjou a sociedade como a conhecemos, inclusive com a dualidade de pensamento capitalista e socialista. 

No entanto, o crescimento da internet vem trazendo novos hábitos e alguns autores prevêem uma nova transformação social, onde a era digital mudará o modelo de sociedade para colaborativo. Um modelo centrado no conforto e felicidade das pessoas, sem explorar o planeta de forma tão exacerbada.

O famoso autor de ‘Sapiens’, Yuval Noah Harari, prevê inclusive que muitos profissionais não apenas ficarão desempregados, como também não serão mais empregáveis, gerando até 2050 uma nova classe de pessoas, os inúteis. Leia a matéria original no link: https://www.theguardian.com/technology/2017/may/08/virtual-reality-religion-robots-sapiens-book 

Adaptar-se a esse modelo de comunicação é uma questão básica de sobrevivência, as pessoas querem DIÁLOGO e a internet deixou de ser um meio passivo, onde simplesmente se buscavam informações, tornando-se um meio ativo, onde as pessoas opinam, respondem, conversam. É preciso acompanhar as mudanças.

02) Transformação: Uma porta que só abre de dentro para fora

Já bem dizia Charles Darwin: “Não é o mais forte que sobrevive. Nem o mais inteligente. Mas o que melhor se adapta às mudanças”. 

Todo esforço para tornar o candidato em uma personalidade digital será nulo caso ele não passe por esse processo de transformação. É preciso evidenciar que o candidato está REALMENTE conectado às redes.

Estar conectado às redes é estar conectado às pessoas. Os assessores e profissionais de comunicação que estiverem acompanhando o futuro candidato/pré-candidato, devem incentivá-lo a utilizar as redes sociais como meio de divulgação de suas atividades, sejam elas públicas ou privadas. 

Um fenômeno importante de se observar nas redes é o interesse das “pessoas comuns” pelo dia a dia, bastidores, das pessoas públicas (entenda-se personalidades).

Uma grande dica / sacada é trabalhar com um MARAVILHOSO fotógrafo e se possível que capte vídeos também. Um exemplo magnífico ficou registrado pelo excepcional trabalho realizado pelo fotógrafo oficial do ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, Pete Souza. 

Para quem deseja conferir um pouco do seu trabalho com 2 milhões de cliques realizados em oito anos de atividade, vale muito a pena. Segue o link: http://www.hypeness.com.br/2016/06/2-milhoes-de-fotos-em-8-anos-pete-souza-mostra-como-e-ser-fotografo-oficial-de-obama/

03) Identifique sua Persona

Vivemos em um momento político no Brasil onde muitos candidatos acreditam que ter ficha limpa e bons antecedentes já os diferencia dos demais. Grande engano. É preciso criar empatia com o eleitor e uma fácil identificação de sua essência e valores. 

Os candidatos que historicamente mostraram um Arquétipo bem desenvolvido e um “vilão” bem apresentado, ganham sempre bastante envolvimento dos eleitores. 

Fernando Collor, o caçador de Marajás, representava o Arquétipo do Herói e teve como vilão a enfrentar os Marajás. Vilões comuns a toda população e ao mesmo tempo anônimos (quem eram os Marajás?). 

Lula, após sua transformação Arquetípica de sindicalista durão para Lula paz e amor, venceu as eleições defendendo um país de todos, enfrentando o vilão da fome com seu plano de Fome Zero.

Estes são exemplos claros de que as pessoas assimilam melhor a leituras de “personagens” com fácil identificação e empatia. Se não me vejo no candidato, ou pior, se não consigo identificar contra quem ele lutará, não tenho como fazer parte de suas fileiras nessa batalha.

Em pesquisa realizada pelo Instituto Paraná de Pesquisas, com foco nas eleições de 2018, levantou-se que somente 32% dos eleitores brasileiros votariam em um político, contra 49% que preferem escolher um candidato de fora do meio, caso tenham essa opção. 

Na ocasião mostrou-se seis Arquétipos que poderiam encarnar este perfil não político: o Juiz herói, o militar linha-dura, o comunicador do povo, o empresário de sucesso, o esportista de sucesso e o homem de Deus. 

Para saber mais informações sobre estes Arquétipos clique no link: http://www.gazetadopovo.com.br/vida-publica/eleitores-nao-querem-mais-politicos-mas-entao-o-que-eles-querem-9sqt1mkzh2au0ji3pch2wzm0r

04) Construa uma equipe vencedora

Uma das tarefas mais difíceis é montar um time vencedor. Campanhas políticas são repletas de pseudo-profissionais e “caras-safos” que resolvem tudo… lidar com esse grupo heterogêneo é realmente um trabalho hercúleo.

Na hora de chamar alguém para compor sua equipe, não atenha-se apenas a currículos ou indicações, aprenda a fazer uma análise mais criteriosa sobre o soft skills (qualidades pessoais e não técnicas), pois muitas vezes são características tão importantes quanto o hard skills (conhecimento técnico) apresentado no currículo.

Os soft skills mais procurados no mercado hoje são:

05) Tenha um site

Ilusão daquele que aposta todas suas fichas somente nas redes sociais. Não restam dúvidas de que Facebook, Instagram, Twitter e Youtube são ótimos canais de comunicação com público, no entanto, todos estes aplicativos pertencem a outras empresas, o que acarreta em ter que trabalhar de acordo com suas regras. Facebook muda qualquer norma de publicação, compartilhamento… e todos são obrigados a acatar seus desmandos.

No seu Site a história é outra, lá é a sua casa própria! As regras são suas, você capta as informações que quiser, fala e mostra o que quer, da maneira que melhor lhe apraz. Sem contar que no seu site não há espaços para concorrentes ou críticas maldosas. 

Nas redes sociais deve-se trabalhar para captar o maior número de informações dos eleitores, transformá-los em LEADS (eleitores que passam suas informações para que se possa interagir de forma mais personalizada), fazê-los acompanhar as novidades postadas no site, e concluir essa jornada entregando seu voto de confiança nas urnas.

06) SEO: é preciso ser encontrado pelas qualidades e muito mais

A maioria dos acessos aos sites NÃO são feitos de forma direta, pelo endereço do site, mas através dos buscadores como Google. Pensando nisso, é extremamente importante ser encontrado por essas ferramentas de busca, mesmo que não estejam necessariamente sendo procurando.

Para isso é necessário utilizar palavras-chave (KeyWords) bem trabalhadas. Estas palavras funcionam como catalisadores na geração de mais acessos aos sites. É por esse conteúdo escrito que as ferramentas de busca localizam as páginas na rede.

Por exemplo, se você é um modelo fotográfico, mas não é conhecido, dificilmente as pessoas procurarão pelo seu nome, mas buscarão: cara bonita. Nesse caso é importante aparecer no Google a sua foto relacionada a essa busca.

Há, basicamente, duas maneiras de aparecer no Google, pagando um valor por cada clique feito (AdWords), ou gerando conteúdo interessante, relevante e inteligente, com as técnicas certas para melhor indexação orgânica nos buscadores (SEO e SEM). 

07) Redes Sociais: é preciso estar lá

Muito bem, chegamos ao fundamento que muitos acreditam ser a definição de marketing digital, mas como pode-se ver, a comunicação não se resume a redes sociais . Evidente, a utilização de canais como facebook, instagram e youtube são essenciais para o sucesso de qualquer estratégia de comunicação eficiente hoje em dia, por isso, colocamos aqui como um dos fundamentos, dicas simples que podem ajudar.

Facebook: Além de sua página pessoal, crie uma Fan Page, onde seus eleitores e seguidores possam ter todo material disponibilizado pela campanha, assim como projetos e planos sem importunar as pessoas de sua rede social e separá-los de sua campanha. E não esqueça de criar um grupo dos seus apoiadores, ou cabos eleitorais, você precisa de um local para troca de informações e planejamento.

Instagram:O Instagram é a rede social onde os “velhos” ainda não chegaram, mas para ganhar engajamento você deve ter sempre uma imagem ou vídeo atrelada a sua mensagem. 

Planeje seus posts, 2 a 4 diários são o suficiente, encher o seu post de publicações vai correr seus seguidores. Crie conteúdos úteis e que gerem relacionamento com seus possíveis eleitores. Lembre-se, você terá um período curto para provar o porquê de ser o seu candidato ideal.

Youtube: Não tem como ficar de fora do maior portal de conteúdo em vídeo da internet. Grave vídeos pequenos, na média, de até 5 minutos, vídeos curtos são consumidos por completo e o Youtube entende que quem os viu gostou do conteúdo, sugerindo novos vídeos para quem visualizou.

Tweeter: Por mais que não esteja tão em alta, muitas pessoas se atualizam pelo twitter, então na hora de fazer seu planejamento de ações não deixe de divulgá-los no seu twitter. A soma de várias redes sociais fará a multiplicação do seu público.

WhatsApp: Embora não seja uma rede social, há quem diga ser uma das grandes ferramentas para estas eleições. Com 120 milhões de usuários no Brasil, as equipes que souberem trabalhar de forma criativa e inovadora, aglutinando forças, terão grandes chances de converter seu trabalho em votos. 

08) Converse com seu eleitor de forma segmentada

Antigamente era uma prática comum dos políticos encaminharem, por sua assessoria, malas-diretas felicitando eleitores-chave pela passagem de seus aniversários. Bom, os tempos mudaram e esse eleitor não existe mais. 

No entanto, este trabalho de dar uma atenção direcionada às pessoas é muito significativo. E hoje, o eleitor 2.0, que busca informação dos seus candidatos na rede e interage com eles por esse meio, também se sente especial quando recebe uma atenção diferenciada.

Mas como o político, nos dias de hoje, com um volume grande de eleitores, conseguiria dar uma atenção diferenciada ao seu público? Simples, captando suas informações através de estratégias baseadas na oferta de conteúdos exclusivos. Os eleitores que entregam suas informações em troca desses conteúdo passam a fazer parte da base de Leads (eleitores que passam suas informações para que se possa interagir de forma mais personalizada) do candidato.

Se a captação dos dados dos eleitores é importante para criar uma relação mais “íntima” entre ele e seu candidato, é evidente que quanto maior for o volume de acessos à página, maior será o número de eleitores que se converterão em Leads entregando seus dados.

09) Utilize o e-mail como ferramenta de comunicação segmentada

De posse das informações que os eleitores deixam no site, a assessoria do candidato tem condições de encaminhar mais conteúdos de seu interesse, gerando mais empatia e confiança do público. Essa estratégia é chamada de inbound marketing. 

A conversa entre o candidato e seus eleitores cadastrados (LEADS) deve ser constante e periódica. Esse modelo de trabalho acaba com a triste prática do político só procurar o eleitor em época de eleição e nunca entregar qualquer conteúdo relevante e de valor ao seu público.

Existem excelentes ferramentas de “Automation Marketing” que automatizam seus emails para que você consiga de forma prática e dinâmica criar um diálogo com seus eleitores praticamente individualizado (segmentado), a grande vantagem da internet é poder se comunicar pessoalmente com milhares de pessoas ao mesmo tempo.

10) Construa uma rede de Eleitores “evangelizadores” – 

Uma campanha bem planejada, utiliza boas práticas de inbound. A intenção da comunicação digital não é empurrar nada goela abaixo do eleitor, mas funcionar como processo voltado exclusivamente para ele, estabelecendo uma relação de confiança e interesse. 

Se o candidato tem a possibilidade de perceber as reais necessidades do seu público, buscar soluções reais ou propostas que vão ao encontro do que precisa, é um caminho mais natural converter essa relação em voto. Esse processo é a base para transformação desse eleitor em um evangelizador do pensamento político, levando suas ideias e práticas a outras pessoas, seja pelo meio digital ou informal.

Algumas práticas sugeridas são: 

1) responder a todos que entrarem em contato; 

2) comunicar-se de forma “exclusiva” e “individual” com seus evangelizadores (aproveite-se das ferramentas de automação existentes no mercado para isso); 

3) investir na geração de conteúdos que deem subsídios para esse público poder “pregar suas palavras”. Fica muito difícil defender uma ideia, uma ideologia, um candidato, sem argumentos, por isso é preciso gerar conteúdo (independente do canal); 

4) Por último e não menos importante, mensurar todos os resultados, isso é importante para saber para onde estão indo e o quê você deve fazer para melhorar sua comunicação.

Conclusão

Esse pequeno compêndio teve como principal motivação, trazer à luz um pouco das práticas utilizadas nesse período eleitoral de 2018. Evidente que aqui fica impossível traduzir a totalidade do que pode ser realizado por um candidato com sérias intenções eleitorais, mas é o mínimo a ser feito. 

Os 10 fundamentos básicos para a transformação digital de um candidato em 2018 é a porta de entrada para quem deseja aprender marketing digital político de qualidade.

Muitos assuntos foram deixados de lado, como: captação de recursos para campanha, relatórios de auditoria digital, técnicas de SEO e SEM, Data Mining (mineração de dados), análise preditiva, marketing de dados, estratégias mais finas e pontuais para conquistar um ótimo resultado. No entanto, esperamos ter podido ajudá-lo nessa jornada em busca da vitória.

“O Sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo!”

José de Alencar

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